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Cultura

Trem do Choro chega à 13ª edição homenageando Nilze Carvalho

Na próxima quinta-feira, feriado de São Jorge (23) no estado do Rio de Janeiro, o Trem do Choro comemora o Dia Nacional do Choro, prestando homenagem ao nascimento do músico e compositor Alfredo da Vianna Filho, o Pixinguinha, em parceria com a SuperVia. Essa será a 13ª edição do Trem do Choro, evento que transforma a viagem de trem em uma experiência musical única pelos trilhos do subúrbio carioca. Foi em 2012 que o músico Luiz Carlos Nunuka e amigos criaram uma roda de choro em Olaria, bairro

Fonte: Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil ​21 de abril de 2026 às 15:330 visualizações
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Trem do Choro chega à 13ª edição homenageando Nilze Carvalho
Foto: Agência Brasil
Na próxima quinta-feira, feriado de São Jorge (23) no estado do Rio de Janeiro, o Trem do Choro comemora o Dia Nacional do Choro, prestando homenagem ao nascimento do músico e compositor Alfredo da Vianna Filho, o Pixinguinha, em parceria com a SuperVia.

Essa será a 13ª edição do Trem do Choro, evento que transforma a viagem de trem em uma experiência musical única pelos trilhos do subúrbio carioca. Foi em 2012 que o músico Luiz Carlos Nunuka e amigos criaram uma roda de choro em Olaria, bairro da zona norte do Rio de Janeiro, denominada Instituição Cultural Grupo 100% Suburbanos.

O sucesso foi tanto que, no ano seguinte, a SuperVia entrou como parceira no projeto e, sempre na data do Dia do Choro, cede um trem para que conjuntos de choro se espalhem nos oito vagões, batizados com grandes nomes desse gênero musical. Como não poderia deixar de ser, o primeiro é dedicado ao Mestre Pixinguinha.

“E a cada ano, o Trem do Choro está se espalhando cada vez mais”, disse à Agência Brasil Itamar Marques, do Coletivo Trem do Choro, que organiza e promove o evento anualmente. Para participar, o público tem que pagar somente a tarifa regular de embarque.

Homenagem à mulher

Este ano, o Trem do Choro homenageia Albenise de Carvalho Ricardo, nascida em 1969, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. Mais conhecida como Nilze Carvalho, a cantora, compositora, bandolinista e cavaquinista brasileira é formada em música pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e tem profunda ligação com a música popular brasileira, especialmente o choro instrumental e o samba carioca.

Itamar Marques informou que a escolha da instrumentista tem como objetivo homenagear as mulheres de modo geral, que têm sido vítimas de tantas agressões e violências no país.

“Nada mais justo do que homenagear a mulher através de Nilze Carvalho”, destacou. Nilze ficará no primeiro carro, que tem maquinista. Em cada estação, o trem para convidando o público a integrar-se à festa e ouvir grandes chorinhos.

Durante essa 13ª edição, o Coletivo Trem do Choro será também oficializado. O Coletivo é formado por várias instituições culturais da zona da Leopoldina.

“São várias mãos, cada uma na sua especialidade, para não deixar morrer a história do Trem do Choro e a gente manter essa parte cultural. Porque o choro hoje é mundial e seu público está cada vez mais aumentando”. Itamar Marques calcula que entre 6 mil a 7 mil pessoas participam anualmente do Trem do Choro.

Programação

A programação terá início às 10h, na Estação Central do Brasil, Plataforma 12, com partida do trem às 11h18, em direção à Estação Olaria, batizada, simbolicamente, de “Estação do Choro Zé da Velha”. Durante o trajeto, grupos de choro se apresentarão em cada vagão, celebrando a tradição da música instrumental brasileira.

Em Olaria, os músicos e participantes seguem em cortejo pelo Circuito Mestre Siqueira até a Travessa Pixinguinha, onde o patrono do dia viveu e será homenageado. Após o cortejo, haverá a tradicional roda de choro e feira cultural do Instituto Cultural Grupo 100% Suburbano, na Praça Ramos Figueira, Reduto Pixinguinha. Nessa praça, haverá ainda uma ação social, realizada em parceria com o Lions Club. 

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