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AGORA16 de setembro de 2026
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Justiça

Megaoperação contra o crime organizado bloqueia mais de R$ 508 milhões

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) deflagrou, nesta quarta-feira (16), dezenas de ações simultâneas em 19 estados brasileiros para prender mais de uma centena de suspeitos de terem vínculos com facções criminosas. Desde as primeiras horas da manhã, os agentes cumprem 106 mandados de prisão e 173 de busca e apreensão de provas. Notícias relacionadas: Polícia faz operação contra venda de medicamentos abortivos no Rio. PF faz operação contra fraudes no registro de armas de co

Fonte: Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil16 de setembro de 2026 às 14:410 visualizações
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Megaoperação contra o crime organizado bloqueia mais de R$ 508 milhões
Foto: Agência Brasil
Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) deflagrou, nesta quarta-feira (16), dezenas de ações simultâneas em 19 estados brasileiros para prender mais de uma centena de suspeitos de terem vínculos com facções criminosas.

Desde as primeiras horas da manhã, os agentes cumprem 106 mandados de prisão e 173 de busca e apreensão de provas.

As ordens judiciais incluem medidas cautelares patrimoniais, como o bloqueio e o sequestro de mais de R$ 508 milhões em bens de integrantes de organizações criminosas.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a ação mobilizou 20 bases da Ficco, em 19 unidades federativas, contra supostos esquemas de tráfico de drogas e de armas, lavagem de dinheiro e outros delitos relacionados ao crime organizado.

Em cada estado, a operação recebeu um nome diferente, ainda que, em conjunto, integrem a quarta fase da chamada Operação Força Integrada.

Tocantins

Em Tocantins, onde a 2ª Vara Federal determinou o bloqueio do maior volume de recursos financeiros sob suspeita (até R$ 412,5 milhões).

A chamada Operação Rota Araguaia 2 mirou o suposto núcleo responsável pelo suporte logístico e financeiro de uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas e na lavagem de capitais. 

O objetivo da medida, segundo a Polícia Federal (PF), é descapitalizar a suposta estrutura criminosa e assegurar a reparação de eventuais danos causados por atividades ilícitas.

Mato Grosso do Sul

O segundo maior volume de bens e valores sequestrados judicialmente, R$ 75 milhões, foi registrado em Mato Grosso do Sul.

Os agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão e dois de prisão contra alvos localizados também em Mato Grosso e Pernambuco. 

Durante a investigação, foram apreendidos mais de 250 quilos de cocaína e 60 quilos de haxixe.

Bahia

Na Bahia, a Operação Eirene 2 resultou no bloqueio e sequestro patrimonial de mais de R$ 12 milhões dos investigados. 

Eles são suspeitos de cometer crimes como tráfico de drogas, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro e posse ilegal de armas. 

Estão sendo cumpridos 57 mandados de busca e apreensão e 45 de prisão.

Outros estados

Também foram realizadas ações nos seguintes estados

  1. Acre;
  2. Alagoas;
  3. Amapá;
  4. Ceará;
  5. Espírito Santo;
  6. Goiás;
  7. Mato Grosso;
  8. Minas Gerai;
  9. Pará;
  10. Paraná;
  11. Pernambuco;
  12. Rio Grande do Norte;
  13. Rio Grande do Sul;
  14. Roraima;
  15. Sergipe.

Coordenada pela PF, mas sem relação de hierarquia, a força atua de forma conjunta e reúnem:

  • agentes das polícias civis,
  • militares e policiais penais dos estados,
  • guardas municipais,
  • policiais rodoviários federais
  • integrantes de secretarias estaduais de Segurança Pública e da Secretaria Nacional de Políticas Penais.

O modelo usa a inteligência compartilhada e a atuação coordenada para desarticular facções criminosas de forma integrada em todos os estados e no Distrito Federal.

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