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AGORA01 de julho de 2026
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Meio Ambiente

Tecnologia favorece descarte adequado de grandes eletrodomésticos

Moradora de São Paulo, a comerciante Débora Leitão decidiu comprar uma geladeira depois que soube que a antiga, que havia queimado, não teria recuperação. Antes mesmo de receber o novo equipamento veio a preocupação: como descartar o eletrodoméstico fora de uso? Débora ficou surpresa ao descobrir que havia um serviço gratuito de coleta desses descartes com mais de 30 quilos e que poderia ser acessado facilmente pela internet. Notícias relacionadas: Petrobras conclui leilão para primeira recicla

Fonte: Fabíola Sinimbú - Repórter da Agência Brasil25 de junho de 2026 às 12:420 visualizações
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Tecnologia favorece descarte adequado de grandes eletrodomésticos
Foto: Agência Brasil
Moradora de São Paulo, a comerciante Débora Leitão decidiu comprar uma geladeira depois que soube que a antiga, que havia queimado, não teria recuperação. Antes mesmo de receber o novo equipamento veio a preocupação: como descartar o eletrodoméstico fora de uso?

Débora ficou surpresa ao descobrir que havia um serviço gratuito de coleta desses descartes com mais de 30 quilos e que poderia ser acessado facilmente pela internet.

“Eu os acionei e depois que eu fiz o cadastro já entraram em contato comigo e mandaram logo vir retirara geladeira na minha casa. Eu achei que foi muito pronto e eles foram eficazes”, diz a comerciante.

Com a velocidade tecnológica que possibilita produtos cada vez mais econômicos, sustentáveis e de baixo consumo energético a substituição de eletrodomésticos foi intensificada. O descarte dos equipamentos obsoletos - que poderia ser um grave problema - virou oportunidade para uma empresa de tecnologia.

Economia circular

Segundo Marcello Fornari, cofundador da empresa Circular Brain, que oferece o serviço, a proposta da iniciativa é conectar o consumidor que precisa de ajuda para descartar, ao fabricante, que também tem responsabilidade sobre aquele material. Dessa forma, reinserir esse material na economia, dando circularidade ao que seria descartado.

“Além, da obrigação da logística reversa, existe ainda uma visão estratégica de interagir mais próximo ao consumidor para ter acesso àquela matéria prima que seria descartada”, explica.

Ecossistema

De acordo com o empresário, a partir dessa lógica, a empresa de tecnologia desenvolveu uma plataforma de governança, a partir da qual estruturou-se um ecossistema para que o serviço fosse ofertado em todo o país.

“A nossa plataforma conecta fabricantes, importadores, consumidores, empresas que precisam descartar os seus resíduos - pode ser qualquer tipo de empresa, governo, assistências técnicas, o próprio catador, a indústria da transformação. Tudo isso está realmente interligado”, diz Fornari.

A partir dessa lógica de parceria, empresas que prestam esse tipo de serviço são cadastradas em todas as cidades em uma estrutura de rede capaz de atender pessoas nas mais diversas regiões do país.

“Todos eles passam pelo acompanhamento do nosso time, auditorias, a gente acompanha os documentos. E aí, quando surgem as demandas de descarte, sejam das empresas, seja de um consumidor, há pontos de operações espalhadas por todo o Brasil que podem receber esse material”, explica Fornari.

Associado ao trabalho de coleta, a plataforma também cadastra os dados dos materiais coletados, o que permite uma rastreabilidade de equipamentos e peças.

Nesse processo, o empreendedor também entende que há o desenvolvimento de toda uma cadeia, já que parceiros são capacitados para que possam constituir esse ecossistema.

“Os operadores precisam se adaptar às exigências da indústria. Então, quando eu vou lá no Rio Grande do Norte e o meu reciclador está numa portinha pequena, eu falo para ele, falo -Para você conseguir atender esse tipo de empresa, você vai precisar disso, ou daquilo. Vamos lá, vou te ajudar. Vamos crescer juntos”, diz

Capilaridade

Tudo isso faz com que o serviço de coleta em todo o território nacional só seja possível se houver uma governança que conecte todas as áreas envolvidas.

“Não tem como resolver esse problema do descarte sem uma rede de parceiros, porque se você tiver uma operação centralizada, ou várias, operações atuando individualmente, esse custo operacional fica muito alto e a conta não fecha”.

Em 2025, a empresa processou 80 mil toneladas de materiais, dos quais 500 toneladas tiveram origem no sistema de coleta. Foram mais de 12 mil visitas aos domicílios e empresas, para garantir a destinação adequada desse material.

Serviço

De acordo com Marcello Fornari, o ecossistema desenvolvido pela plataforma segue uma lógica ganha-ganha, onde o consumidor, mercado e meio ambiente sem satisfeitos.

“Antes a gente tinha muitos problemas para descartar corretamente qualquer eletrônico. Os grandes eram piores ainda. Agora a gente sabe que não vai para na rua, no rio, ou no lixão e a gente vai cuidar do meio ambiente, do futuro”, conclui Débora Leitão.

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