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Rio: desaparecido desde quarta, corpo de professor Bocão é encontrado

O corpo do professor de surfe José Ricardo Ramos, conhecido como Bocão, foi localizado no costão da Avenida Niemeyer, na manhã deste domingo (28) pelo Corpo de Bombeiros. Bocão desapareceu na última quarta-feira (24), de madrugada, após entrar no mar para nadar. O professor deixou os documentos em um quiosque na praia, em frente ao posto 13 do Corpo Marítimo de Salvamento, altura do Hotel Nacional, em São Conrado. Bocão disse que iria nadando até as Ilhas Tijucas. Notícias relacionadas: Termina

Fonte: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil29 de junho de 2026 às 20:320 visualizações
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Rio: desaparecido desde quarta, corpo de professor Bocão é encontrado
Foto: Agência Brasil
O corpo do professor de surfe José Ricardo Ramos, conhecido como Bocão, foi localizado no costão da Avenida Niemeyer, na manhã deste domingo (28) pelo Corpo de Bombeiros. Bocão desapareceu na última quarta-feira (24), de madrugada, após entrar no mar para nadar.

O professor deixou os documentos em um quiosque na praia, em frente ao posto 13 do Corpo Marítimo de Salvamento, altura do Hotel Nacional, em São Conrado. Bocão disse que iria nadando até as Ilhas Tijucas.

Ele era fundador da Escola de Surfe de São Conrado e formou centenas de crianças da comunidade da Rocinha.

O filho de Bocão, o DJ Ricardo Ramos disse que o pai vai ser sempre o rei do surf.

"A aula dele não era só surf. Era alegria. Meu pai ajudou a formar muita gente, centenas de crianças no surf . Um pilar na transformação social de jovens da comunidade”.

Ricardo disse que o pai vinha atravessando problemas financeiros. Amigos e familiares se organizaram para custear os valores do enterro.

O rapper e compositor Gabriel, o Pensador, disse em uma rede social que conheceu Bocão aos 12 anos e que o professor era uma figura importantíssima na história do surf do Cantão. 

 “Sempre batalhou muito para apoiar a garotada do morro, incentivando o esporte e o caminho do bem, ensinando surf, arrecadando e recuperando pranchas usadas, entre outras ações solidárias, deixando um legado de bondade e atitude positiva”.

O amigo contou ainda que Bocão costumava fazer umas travessias assim, mas desta vez entrou sem prancha, numa atitude de descontrole e estresse, como se buscasse refúgio no mar num momento problemático da vida.

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