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AGORA15 de setembro de 2026
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Cultura

Prêmio Caminhos de Literatura tem inscrições abertas até dia 15

A terceira edição do Prêmio Caminhos de Literatura está com inscrições abertas até o dia 15 de setembro. O objetivo do evento é revelar um novo nome da ficção brasileira contemporânea.  O autor premiado terá sua obra publicada no Brasil, em Portugal e em Angola, como forma de ampliar a circulação da literatura brasileira para países de língua portuguesa. As inscrições são gratuitas. Notícias relacionadas: Calila das Mercês lança livro e celebra literatura feita no interior. Eventos literários s

Fonte: Camila Boehm - Repórter da Agência Brasil02 de setembro de 2026 às 11:022 visualizações
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Prêmio Caminhos de Literatura tem inscrições abertas até dia 15
Foto: Agência Brasil
A terceira edição do Prêmio Caminhos de Literatura está com inscrições abertas até o dia 15 de setembro. O objetivo do evento é revelar um novo nome da ficção brasileira contemporânea. 

O autor premiado terá sua obra publicada no Brasil, em Portugal e em Angola, como forma de ampliar a circulação da literatura brasileira para países de língua portuguesa. As inscrições são gratuitas.

Voltado a escritores de todo o Brasil, o prêmio - promovido pelo Instituto Caminhos da Palavra, com apoio da Estante Virtual - é destinado exclusivamente a autores que estejam escrevendo seu primeiro romance.

>> As inscrições podem ser feitas no site do evento

A cerimônia de premiação será no dia 9 de dezembro, no teatro Teatro YouTube, na capital paulista. O vencedor terá o romance publicado pela Dublinense, editora parceira do prêmio desde sua primeira edição.

A novidade deste ano é a ampliação da circulação internacional, com a publicação da obra em Portugal, pelo Grupo Infinito Particular, no ano que vem. O grupo editorial português já edita no país as escritoras Carla Madeira, Socorro Acioli e Aline Bei.

A obra vencedora será lançada ainda em Angola pela Editora Kacimbo, criada pelo escritor angolano Ondjaki. A publicação na Kacimbo já representa, desde a segunda edição do prêmio, uma das dimensões internacionais do projeto.

Segundo a organização do prêmio, ao estabelecer uma trajetória editorial que conecta Brasil, Angola e Portugal, o projeto passa a atuar também como uma plataforma de circulação da literatura brasileira contemporânea entre diferentes territórios do universo lusófono.

“A chegada do Prêmio Caminhos a Portugal é um grande salto para o projeto. Sabemos como é difícil para uma pessoa iniciante ter o seu livro publicado por uma editora que dê um tratamento profissional e distribua a obra”, disse o escritor e produtor cultural Henrique Rodrigues, idealizador do Instituto Caminhos da Palavra.

Ele ressalta que o concurso foi criado para estimular a chegada de novas vozes à literatura brasileira.

“A seleção é protegida por anonimato, a fim de que seja revelado um romance pela sua qualidade”, acrescentou Rodrigues, que também oferecerá uma mentoria literária a quem vencer o Prêmio.

Vencedores

A primeira edição teve como vencedora Izabella Cristo, autora paraense radicada em São Paulo, com o romance Mãezinha. A obra permite o questionamento do que seria uma maternidade ideal. E, ao destacar o vocativo “mãezinha”, pretensamente afetuoso, traz a reflexão sobre a infantilização e a redução dessa mulher no contexto da sua maternidade.

“O prêmio foi, literalmente, uma abertura de caminhos na minha profissão. Se antes eu era uma escritora ainda desconhecida e à margem da vida literária, depois dele passei a ser reconhecida no meio”, diz Izabella Cristo.

Com o livro publicado, ela conta que conseguiu alcançar leitores e passou experiências valiosas enquanto autora. “Hoje, não sou apenas uma médica que escreve. Sou uma médica escritora. Tenho um lugar.”, acrescentou.

Na segunda edição, o prêmio revelou a escritora mineira Paula Novais, autora de Gaiolas de concreto armado. O romance aborda a questão das perdas e do luto, com ambientação na pandemia. “O prêmio tem um lugar determinante na minha trajetória como escritora”, disse Paula Novais.

“A credibilidade do curador Henrique Rodrigues e da comissão julgadora permitiu que meu livro chegasse aos leitores e à imprensa, contando com uma importante chancela de qualidade literária”, mencionou.

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