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Saúde

Preços de medicamentos podem variar mais de 2.400% em farmácias de SP

Um mesmo medicamento genérico comprado em diferentes estabelecimentos comerciais da cidade de São Paulo pode apresentar uma diferença de até 2.433,59% no preço. O alerta foi feito nesta terça-feira (7) pelo Procon-SP. Segundo o órgão, uma cartela com 30 comprimidos de 5 miligramas de um medicamento para disfunção erétil, por exemplo, pode custar R$ 98,05 em uma farmácia da zona norte de São Paulo e R$ 3,87 em um estabelecimento da zona sul. Já a cartela com 30 comprimidos de 25 microgramas de um

Fonte: Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil07 de julho de 2026 às 21:000 visualizações
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Preços de medicamentos podem variar mais de 2.400% em farmácias de SP
Foto: Agência Brasil

Um mesmo medicamento genérico comprado em diferentes estabelecimentos comerciais da cidade de São Paulo pode apresentar uma diferença de até 2.433,59% no preço. O alerta foi feito nesta terça-feira (7) pelo Procon-SP.

Segundo o órgão, uma cartela com 30 comprimidos de 5 miligramas de um medicamento para disfunção erétil, por exemplo, pode custar R$ 98,05 em uma farmácia da zona norte de São Paulo e R$ 3,87 em um estabelecimento da zona sul.

Já a cartela com 30 comprimidos de 25 microgramas de um medicamento de referência para tratar o hipotireoidismo, por exemplo, pode custar R$ 10,73 ou R$ 41,43, dependendo da farmácia ou drogaria em que for adquirido.

Segundo o levantamento, em geral os medicamentos genéricos são mais baratos que os de referência, que são aqueles de marca. Em média, um genérico pode custar 63,05% menos que o de referência, o que pode significar uma grande economia para o bolso do consumidor.

Por causa dessa grande diferença de preços entre um estabelecimento comercial e outro, o Procon alerta para que o consumidor faça uma pesquisa de preços e sempre verifique, antes de fazer a compra, sobre a disponibilidade do medicamento em algum programa social oferecido pelos governos federal, estadual ou municipal, o que poderia garantir acesso gratuito ou com descontos a esse remédio.

Também é importante analisar se há algum desconto oferecido pelo plano ou seguro de saúde. Além disso, alguns laboratórios ou as próprias drogarias podem oferecer descontos nos preços dos remédios por meio de programas de fidelidade.

Outro alerta do Procon é para que o consumidor sempre observe se o medicamento tem registro no Ministério da Saúde e se o número do lote e o prazo de validade e de fabricação informados na embalagem correspondem ao que consta na cartela. Outra dica dada pelo órgão é para que o consumidor avalie com o seu médico sobre o uso dos medicamentos genéricos, que costumam ter preços mais acessíveis.

A pesquisa

O levantamento foi feito pelo Procon em dez farmácias e drogarias da cidade de São Paulo nos dias 19 e 20 de maio. A pesquisa também foi realizada presencialmente em outros dez municípios do estado de São Paulo e, de forma online, em dez sites de grandes redes.

Tanto na pesquisa presencial quanto na online, foram comparados preços de mais de 70 medicamentos genéricos e de referência como antitérmicos, anti-inflamatórios, ansiolíticos, antibióticos, anticoncepcionais, antidepressivos, e para disfunção erétil, artrite reumatoide e  controle de colesterol, entre outros.

O relatório completo está disponível no site do Procon-SP.

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