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Justiça

PMs são denunciados por cobrar policiamento privilegiado no Rio

Três policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) por corrupção passiva militar. Segundo o MPRJ, eles cobravam dinheiro de comerciantes e empresas para oferecer a eles um serviço de policiamento diferenciado em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Nesta quinta-feira, o MPRJ cumpriu mandado de prisão preventiva contra os três acusados, dos quais dois já estavam presos em razão de outro processo. O terceiro foi preso em casa, em Nova Iguaçu, também na Baix

Fonte: Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil10 de setembro de 2026 às 11:541 visualizações
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Três policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) por corrupção passiva militar. Segundo o MPRJ, eles cobravam dinheiro de comerciantes e empresas para oferecer a eles um serviço de policiamento diferenciado em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

Nesta quinta-feira, o MPRJ cumpriu mandado de prisão preventiva contra os três acusados, dos quais dois já estavam presos em razão de outro processo. O terceiro foi preso em casa, em Nova Iguaçu, também na Baixada.

De acordo com o MPRJ, em troca dos pagamentos feitos pelos empresários, os policiais priorizavam esses locais nas rotas de patrulhamento e compareciam quando acionados, usando a estrutura da Polícia Militar para atender a interesses privados.

Uma das empresas que se beneficiavam do esquema era uma clínica, que pagava R$ 50 pelo policiamento diferenciado. Os fatos ocorreram entre setembro e outubro de 2021, quando os três integravam o Batalhão de Belford Roxo. A denúncia foi recebida pela Auditoria da Justiça Militar.

A ação desta quinta-feira é parte de uma investigação do MPRJ, iniciada em maio de 2024, que apurou práticas criminosas cometidas por integrantes do Batalhão de Belford Roxo.

Em agosto de 2025, dez policiais foram presos acusados de extorquir comerciantes. Em maio deste ano, 11 foram denunciados por receber propina em troca de fornecer segurança a estabelecimentos durante o horário de expediente. Em junho, quatro foram denunciados por peculato e pela venda de uma pistola apreendida durante ocorrência policial.

Segundo o MPRJ, a investigação conta com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar e da Secretaria Estadual de Polícia Penal.

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