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AGORA15 de setembro de 2026
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Internacional

ONU quer promover saúde mental por meio da Copa do Mundo de futebol

As Nações Unidas (ONU) querem promover a saúde mental por meio da Copa do Mundo de futebol associando o esporte ao bem-estar dos povos. O Escritório da Juventude da ONU realiza evento sobre o tema na sede da organização, em Nova York, nos Estados Unidos (EUA), nesta sexta-feira (17). Notícias relacionadas: Trump acusa China de interferir nas eleições dos Estados Unidos. Ações pró-armas de Trump devem favorecer facções criminosas no Brasil. Unicef: guerra pode arrastar 23,4 milhões de crianças

Fonte: Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil17 de julho de 2026 às 13:580 visualizações
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ONU quer promover saúde mental por meio da Copa do Mundo de futebol
Foto: Agência Brasil
As Nações Unidas (ONU) querem promover a saúde mental por meio da Copa do Mundo de futebol associando o esporte ao bem-estar dos povos.

O Escritório da Juventude da ONU realiza evento sobre o tema na sede da organização, em Nova York, nos Estados Unidos (EUA), nesta sexta-feira (17).

Com o tema Um Mundo, Um Jogo, Um Objetivo: O Futebol como um Catalisador para a Saúde Mental e Bem-Estar da Juventude, o ONU Amigos do Futebol reúne jovens, governos, setor privado e sociedade civil para discutir uma agenda de promoção da saúde mental por meio do futebol.

A agenda se apoia em relatório da ONU que constatou que uma em cada sete pessoas entre 10 e 19 anos tem algum problema de saúde mental. Além disso, a depressão entre adolescentes e jovens adultos aumentou nos últimos anos.

“O mesmo relatório constatou que a prática de esportes coletivos está associada a menores taxas de depressão e ansiedade, independentemente do país, mas que muitos jovens enfrentam barreiras para uma participação significativa no esporte”, informou a ONU News.   

A ideia é usar a capacidade do futebol de construir comunidades, pertencimento e um desejo de superar os próprios limites, elementos importantes para a saúde mental.

Brasil e gênero

Para a Copa do Mundo Feminina, que ocorrerá no Brasil, em 2027, o coordenador do evento em Nova York sugere que o evento foque no combate à violência de gênero.

“Hoje é a saúde mental, amanhã na Copa do Mundo Feminina no Brasil, por exemplo, precisa ser a questão de gênero. Um país como o nosso, que tem o índice de feminicídio que nós temos, não pode receber a Copa do Mundo Feminina sem tratar dessa questão”, disse Pedro Trengrouse, da Fifa Master Alumni.

Bets

No Brasil, o abuso do uso de sites de apostas on-line, as chamadas bets, tem sido associado ao agravamento de quadro de saúde mental em parte dos apostadores, devido à perda de dinheiro e ao endividamento promovido pelas apostas.

Na Copa do Mundo, a paixão pelo futebol pode se tornar uma poderosa ferramenta de manipulação a serviço das empresas de apostas online, as chamadas bets. O alerta é do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec). 

Levantamento da fintech Klavi com base em uma amostra de 1,2 milhão de brasileiros, identificou, por meio de dados da Open Finance, do Banco Central, que foram enviadas a casas de apostas R$ 944 milhões, durante a atual Copa do Mundo, sendo R$ 17,9 milhões apenas na quinta-feira (16).

“Eventos esportivos de grande mobilização emocional tendem a ampliar significativamente a exposição da população à publicidade de bets, atingindo não apenas apostadores habituais, mas também consumidores ocasionais e pessoas em situação de vulnerabilidade”, afirma o Idec.

A alta demanda por atendimento psicológico para jogadores compulsivos de bets levou o Sistema Unido de Saúde (SUS) a ampliar a oferta de teleatendimento. 

“É importante reconhecer que, para algumas pessoas, a prática pode se tornar um problema e causar danos significativos na saúde física e mental, nas relações sociais e na vida financeira, comprometendo a qualidade de vida”, diz comunicado do Ministério da Saúde. 

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