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Internacional

Irã incendeia petroleiro gigante perto de Dubai após alertas de Trump

Teerã atacou e incendiou um navio petroleiro totalmente carregado ao largo de Dubai nesta terça-feira, apesar da ameaça do presidente Donald Trump de que os Estados Unidos (EUA) destruiriam as usinas de energia do Irã se o país não aceitar um acordo de paz e abrir o Estreito de Ormuz. Autoridades de Dubai disseram que o incêndio no Al-Salmi, de bandeira do Kuwait, foi controlado após um ataque de drones, sem vazamento de óleo e sem ferimentos na tripulação. A Kuweit Petroleum Corp, proprietária

Fonte: Steven Scheer, Trevor Hunnicutt e Yomna Ehab - Repórteres da Reuters*31 de março de 2026 às 11:240 visualizações
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Irã incendeia petroleiro gigante perto de Dubai após alertas de Trump
Foto: Agência Brasil
Teerã atacou e incendiou um navio petroleiro totalmente carregado ao largo de Dubai nesta terça-feira, apesar da ameaça do presidente Donald Trump de que os Estados Unidos (EUA) destruiriam as usinas de energia do Irã se o país não aceitar um acordo de paz e abrir o Estreito de Ormuz.

Autoridades de Dubai disseram que o incêndio no Al-Salmi, de bandeira do Kuwait, foi controlado após um ataque de drones, sem vazamento de óleo e sem ferimentos na tripulação. A Kuweit Petroleum Corp, proprietária do navio, afirmou que o casco da embarcação foi danificado.

O ataque foi o mais recente contra navios mercantes no estreito, uma hidrovia vital, desde que Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro.

Dados mostraram que o navio estava indo para Qingdao, na China, e transportava 1,2 milhão de barris de petróleo saudita e 800 mil barris de petróleo kuwaitiano, de acordo com o serviço de monitoramento TankerTrackers.com.

O Al-Salmi pode não ter sido o alvo pretendido. A Guarda Revolucionária do Irã disse que tinha como alvo um navio de contêineres no Golfo por causa de seus laços com Israel. Mas eles pareciam estar se referindo ao Haiphong Express, com bandeira de Cingapura, que estava ancorado ao lado do Al-Salmi, de acordo com dados de navegação.

O conflito, que dura um mês, espalhou-se pela região, matando milhares de pessoas, interrompendo o fornecimento de energia e ameaçando levar a economia global ao colapso.

Os preços do petróleo voltaram a subir brevemente após o ataque ao navio-tanque, que pode transportar cerca de 2 milhões de barris de petróleo, no valor de mais de US$ 200 milhões aos preços atuais.

Como os ataques não mostram sinais de abrandamento, o Paquistão está tentando mediar a guerra. Seu ministro das Relações Exteriores, Ishaq Dar, deve discutir o conflito durante visita à China nesta terça-feira, depois de manter conversações com Turquia, Egito e Arábia Saudita.

A China, um dos aliados mais próximos do Irã e o maior comprador de seu petróleo, fez novo apelo a todos os lados para que interrompam as operações militares.

O país disse que três navios chineses foram recentemente autorizados a navegar pelo Estreito de Ormuz, que normalmente transporta cerca de um quinto dos suprimentos globais de petróleo e gás natural liquefeito.

O Irã afirma ter recebido propostas de paz dos EUA por meio de intermediários, mas o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afirmou ontem que elas eram "irrealistas, ilógicas e excessivas".

Após esses comentários, Trump disse que os EUA estavam em negociações com um "regime mais razoável", referindo-se aos líderes iranianos que substituíram os mortos na guerra, mas emitiu novo aviso sobre o Estreito de Ormuz.

Ele afirmou que os EUA destruiriam usinas de energia, poços de petróleo e a ilha de Kharg, de onde o Irã exporta grande parte de seu petróleo, se um acordo não fosse alcançado em breve e o estreito não fosse aberto.

O fracasso em garantir um acordo de paz fez com que o chefe de energia da União Europeia alertasse os Estados membros a se prepararem para uma "interrupção prolongada" nos mercados de energia.

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