Voz da Mídia
AGORA01 de julho de 2026
Irã não nutre inimizade pelo povo dos EUA, diz Masoud PezeshkianEBC lança edital para programas radiofônicos independentesDF tira parte da área da Serrinha do Paranoá de plano para salvar BRBEm balanço, Marina destaca queda do desmatamento e maior fiscalizaçãoPM relata ao STF troca do carregador da tornozeleira de BolsonaroGoverno federal faz mais duas trocas em ministérios antes das eleiçõesDiretriz contraindica tratamento farmacológico isolado para obesidadeDólar retoma nível pré-guerra e Bolsa sobe com possível acordo com IrãBrasileiro feminino: Bahia derrota América-MG e assume 3ª colocaçãoProdução de petróleo e gás natural do Brasil bate recorde em fevereiro“Melhor arma que um país pode ter é alimento”, diz LulaMega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 27 milhõesFila do INSS cai ao menor nível em 21 meses, com 1,8 milhão de pedidosProtesto pelo fim da escala 6x1 reúne milhares de pessoas em São PauloRio: nova enfermaria abre 90 vagas mensais no Hospital Cardoso FontesTSE mantém decisão que cassou mandato de ex-governador de RoraimaCom dois gols de Mbappé, França despacha Suécia e avança às oitavasPenápolis recebe sinal da TV Brasil e de outras emissoras públicasSenado aprova venda de spray de pimenta para defesa de mulheresNova plataforma usa IA para facilitar acesso a dados públicosIrã não nutre inimizade pelo povo dos EUA, diz Masoud PezeshkianEBC lança edital para programas radiofônicos independentesDF tira parte da área da Serrinha do Paranoá de plano para salvar BRBEm balanço, Marina destaca queda do desmatamento e maior fiscalizaçãoPM relata ao STF troca do carregador da tornozeleira de BolsonaroGoverno federal faz mais duas trocas em ministérios antes das eleiçõesDiretriz contraindica tratamento farmacológico isolado para obesidadeDólar retoma nível pré-guerra e Bolsa sobe com possível acordo com IrãBrasileiro feminino: Bahia derrota América-MG e assume 3ª colocaçãoProdução de petróleo e gás natural do Brasil bate recorde em fevereiro“Melhor arma que um país pode ter é alimento”, diz LulaMega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 27 milhõesFila do INSS cai ao menor nível em 21 meses, com 1,8 milhão de pedidosProtesto pelo fim da escala 6x1 reúne milhares de pessoas em São PauloRio: nova enfermaria abre 90 vagas mensais no Hospital Cardoso FontesTSE mantém decisão que cassou mandato de ex-governador de RoraimaCom dois gols de Mbappé, França despacha Suécia e avança às oitavasPenápolis recebe sinal da TV Brasil e de outras emissoras públicasSenado aprova venda de spray de pimenta para defesa de mulheresNova plataforma usa IA para facilitar acesso a dados públicos
Economia

Governo registra déficit primário de R$ 53,3 bi em maio

As contas do Governo Central registraram déficit primário de R$ 53,3 bilhões em maio de 2026, informou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira (29). O resultado considera as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central e representa o pior desempenho para o mês desde 2024, em valores corrigidos pela inflação. O déficit primário ocorre quando as despesas do governo superam as receitas, sem considerar os gastos com juros da dívida pública. Notícias relacionadas: Desenrola lança mo

Fonte: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil29 de junho de 2026 às 18:090 visualizações
Compartilhar:WhatsAppFacebookX
Governo registra déficit primário de R$ 53,3 bi em maio
Foto: Agência Brasil
As contas do Governo Central registraram déficit primário de R$ 53,3 bilhões em maio de 2026, informou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira (29). O resultado considera as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central e representa o pior desempenho para o mês desde 2024, em valores corrigidos pela inflação.

O déficit primário ocorre quando as despesas do governo superam as receitas, sem considerar os gastos com juros da dívida pública.

Em maio de 2025, o resultado negativo havia sido de R$ 40,2 bilhões. A piora ocorreu porque os gastos avançaram em ritmo maior que a arrecadação.

Principais números:

•    Déficit em maio: R$ 53,3 bilhões

•    Receita líquida em maio: R$ 198 bilhões

•    Despesas em maio: R$ 251,2 bilhões

•    Alta das despesas (ante maio de 2025): 9,4% acima da inflação

•    Alta das receitas (ante maio de 2025): 5,5% acima da inflação

•    Déficit em 12 meses: R$ 142,3 bilhões (1,06% do PIB)

Gastos pressionam

O aumento das despesas foi o principal fator para o resultado negativo. Segundo o Tesouro, os gastos cresceram mais rapidamente que a arrecadação, pressionados principalmente pelas despesas discricionárias (não obrigatórias), que incluem custeio da máquina pública e investimentos.

Entre os destaques de maio estão:

•    Despesas discricionárias: aumento real de R$ 16,7 bilhões;

•    Investimentos: alta real de 73,9%;

•    Custeio administrativo: crescimento de 19,7%;

•    Benefícios previdenciários: aumento de R$ 4,9 bilhões.

Arrecadação melhora

Apesar do déficit, a arrecadação federal teve desempenho positivo em maio. As receitas com impostos e contribuições somaram R$ 266,8 bilhões, o maior resultado para meses de maio desde 2000, segundo dados da Receita Federal.

Entre as receitas que tiveram crescimento estão:

•    Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL): alta de 36,7%;

•    Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): aumento de 30,4%;

•    Royalties e participações do petróleo: avanço de 84,5%.

Por outro lado, houve queda nos dividendos recebidos de empresas estatais. Em maio, o governo arrecadou R$ 2,3 bilhões nessa rubrica, contra R$ 9,6 bilhões no mesmo mês de 2025.

Precatórios e emendas

O pagamento de precatórios – dívidas do governo com sentenças judiciais definitivas – também influenciou o resultado. No ano passado, esses débitos foram quitados em maio, enquanto em 2025 o pagamento ocorreu em junho.

Segundo o Tesouro, essa alteração afetou especialmente três grupos de despesas:

•    Benefícios previdenciários: alta de R$ 42,7 bilhões;

•    Pessoal e encargos sociais: aumento de R$ 19,2 bilhões;

•    Sentenças judiciais de custeio e investimentos: crescimento de R$ 35,4 bilhões.

As emendas parlamentares também tiveram aceleração. O Orçamento de 2026 prevê R$ 49,9 bilhões em emendas, sendo R$ 37,8 bilhões de execução obrigatória.

Parcial do ano

No acumulado de janeiro a maio, o governo central registrou déficit de R$ 44,4 bilhões. No mesmo período de 2025, havia superávit de R$ 32,9 bilhões.

Ao descontar a inflação, esse é o déficit mais alto para os cinco primeiros meses do ano desde 2020, início da pandemia de covid-19.

A receita líquida acumulada chegou a R$ 1,059 trilhão, enquanto as despesas alcançaram R$ 1,104 trilhão.

Meta fiscal

Para 2026, a meta oficial prevê superávit primário de cerca de R$ 34,3 bilhões, mas há uma margem de tolerância que permite resultado até zero.

Com exceções previstas em lei para determinadas despesas, como precatórios, a estimativa atual do governo é encerrar o ano com déficit de aproximadamente R$ 60,3 bilhões.

Cenário anual

O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, afirmou que o resultado está dentro das expectativas do governo e que não compromete a previsão fiscal para o ano.

Segundo o Tesouro, a diferença entre receitas e despesas continua sendo o principal desafio para o equilíbrio das contas públicas em 2026.

Mais em Economia