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AGORA01 de julho de 2026
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Economia

Dólar cai a R$ 5,10 e Bolsa bate recorde com trégua entre EUA e Irã

O dólar caiu ao menor nível em quase dois anos e o Ibovespa renovou recordes nesta quarta-feira (8), em um dia marcado pela melhora do apetite ao risco global após o anúncio de um cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã. A trégua, anunciada na noite de terça-feira (7) pelo presidente norte-americano, Donald Trump, reduziu tensões no Oriente Médio e provocou forte reação nos mercados financeiros. Dólar recua Notícias relacionadas: Cessar-fogo frágil sugere que EUA preparam novo ataque

Fonte: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil*08 de abril de 2026 às 22:130 visualizações
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Dólar cai a R$ 5,10 e Bolsa bate recorde com trégua entre EUA e Irã
Foto: Agência Brasil
O dólar caiu ao menor nível em quase dois anos e o Ibovespa renovou recordes nesta quarta-feira (8), em um dia marcado pela melhora do apetite ao risco global após o anúncio de um cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã.

A trégua, anunciada na noite de terça-feira (7) pelo presidente norte-americano, Donald Trump, reduziu tensões no Oriente Médio e provocou forte reação nos mercados financeiros.

Dólar recua

O dólar comercial fechou em queda de cerca de R$ 0,052 (-1,01%)%, cotado a R$ 5,103, no menor nível desde 17 de maio de 2024. Durante a manhã, a moeda chegou a cair ainda mais, encostando em R$ 5,06, com a euforia inicial dos investidores.

Ao longo da tarde, porém, a divisa reduziu o ritmo de queda diante de sinais de fragilidade no cessar-fogo. Declarações de autoridades iranianas e novos episódios de tensão na região trouxeram volatilidade ao câmbio.

Apesar das novas tensões, investidores interpretaram os movimentos como pressa do governo estadunidense em encerrar o conflito, o que manteve a euforia no mercado financeiro.

No ano, o dólar acumula desvalorização superior a 7,02% frente ao real.

Bolsa em alta

Na renda variável, o Ibovespa acompanhou o movimento global e renovou máximas históricas. O índice subiu 2,09%, aos 192.201 pontos, após atingir mais de 193 mil pontos no melhor momento do pregão.

Foi o sétimo avanço consecutivo da Bolsa brasileira, impulsionado pela retirada de prêmios de risco e pela valorização de ações de bancos e empresas ligadas ao ciclo doméstico.

No exterior, índices de Nova York também registraram fortes ganhos, refletindo o ambiente de maior apetite por ativos de risco.

Por outro lado, ações de petroleiras tiveram desempenho negativo, pressionadas pela queda do petróleo no mercado internacional.

Petróleo despenca

Os preços do petróleo caíram com força, voltando a ser negociados abaixo de US$ 100 por barril, diante da expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de energia.

O barril do tipo Brent, usado nas negociações internacionais recuou mais de 13%, para cerca de US$ 94. O barril WTI, do Texas, caiu mais de 16%, também para a faixa de US$ 94.

A queda reflete a perspectiva de normalização da oferta global, embora o mercado ainda veja o cessar-fogo como frágil diante das incertezas geopolíticas na região.

*Com informações da Reuters

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