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Economia

Dólar cai a R$ 5,08 e atinge menor valor em um mês

Num pregão marcado pelo movimento dos ativos domésticos e pela alta do petróleo, por causa das tensões no Oriente Médio, o dólar teve forte queda e fechou no menor valor em um mês. A bolsa de valores atingiu o maior nível desde maio. Principais números Notícias relacionadas: Dólar sobe a R$ 5,19 após tom mais duro de presidente do Fed. Dólar cai a R$ 5,14 com alívio no mercado externo. Dólar cai para R$ 5,17 após anúncio de recompra de títulos nos EUA. •  Dólar à vista: R$ 5,089 (-0,79%); •  Dó

Fonte: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil*08 de setembro de 2026 às 22:501 visualizações
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Dólar cai a R$ 5,08 e atinge menor valor em um mês
Foto: Agência Brasil
Num pregão marcado pelo movimento dos ativos domésticos e pela alta do petróleo, por causa das tensões no Oriente Médio, o dólar teve forte queda e fechou no menor valor em um mês. A bolsa de valores atingiu o maior nível desde maio.

Principais números

•  Dólar à vista: R$ 5,089 (-0,79%);

•  Dólar em setembro: queda de 1,82%;

•  Dólar no ano: queda de 7,28%;

•  Ibovespa: 187.366,84 pontos (+1,2%);

•  Petróleo tipo Brent: US$ 97,92 (+0,9%);

•  Petróleo tipo WTI: US$ 93,03 (+1,7%).

Dólar abaixo de R$ 5,10

O dólar à vista terminou o pregão cotado a R$ 5,089, com recuo de 0,79%. Foi a menor cotação de fechamento desde 7 de agosto, quando a moeda havia encerrado a sessão a R$ 5,084.

Durante o dia, a moeda americana oscilou entre R$ 5,1289, na máxima, e R$ 5,0713, na mínima. A queda ocorreu em meio à movimentação dos mercados locais e ao ambiente externo para moedas de países emergentes.

Com o resultado desta terça-feira, o dólar passou a acumular queda de 7,28% em 2026. Nos cinco primeiros pregões de setembro, a divisa recua 1,82%, depois de subir 2,16% em agosto.

Bolsa avança 1,2%

O Ibovespa subiu 1,20%, aos 187.366,84 pontos, e encerrou o pregão no maior nível desde 4 de maio.

O índice chegou a atingir 189.487,70 pontos durante a sessão e registrou mínima de 185.207,66 pontos. O volume financeiro movimentado na B3 foi R$ 29,76 bilhões.

Entre as ações de maior peso no índice, os papéis da Petrobras, os mais negociados no Ibovespa, acompanharam a valorização do petróleo no exterior.  As ações preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) subiram 2,08%. Os papéis ordinários (com votação em assembleia de acionistas) valorizaram-se 2,36%.

Dados da B3 indicam que o fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira permaneceu positivo em setembro. Nos três primeiros pregões do mês, a entrada líquida de capital externo somava R$ 3,9 bilhões.

Petróleo em alta

Os contratos de petróleo subiram nesta terça-feira em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e a ataques contra instalações energéticas na Arábia Saudita.

O barril do tipo Brent, referência internacional, avançou 0,9%, para US$ 97,92. O barril WTI, referência nos Estados Unidos, ganhou 1,7%, para US$ 93,03.

O Brent encerrou no maior nível desde 23 de julho. O WTI também atingiu o maior fechamento desde junho.

Os ataques atingiram cidades no sul da Arábia Saudita e instalações ligadas ao setor de energia. O cenário aumentou as preocupações sobre o abastecimento de petróleo e os efeitos das interrupções no transporte na região do Golfo Pérsico.

O Estreito de Ormuz permanece no centro das preocupações sobre o fluxo internacional de petróleo. Antes da escalada do conflito, cerca de 20% do abastecimento mundial da commodity passava pela região.

Apesar da alta, os contratos reduziram parte dos ganhos registrados durante o dia diante das preocupações com os efeitos dos combustíveis mais caros sobre a inflação, os juros e o crescimento econômico global.

*Com informações da Reuters. 

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